quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dicas para estimular seu filho - Parte 1

Bom dia!!

imagem daqui
Tenho certeza que na sua gestação você acompanhou o desenvolvimento de seu filho semana a semana para saber se ele estava crescendo bem! E depois que ele nasceu não está sendo diferente não é? Continua acompanhando o desenvolvimento dele de camarote!
Querendo sempre saber se ele está desenvolvendo bem, mas não se preocupe demais, ele vai sim realizar tudo que um bebe precisa para crescer bem e saudável  Ele vai amadurecer na época certa para ele. Claro que é sempre possível oferecer estímulo, mas sem querer apressar nada, pois isso pode, inclusive, gerar frustração. “O ritmo infantil deve ser respeitado. Sem isso, seu filho pode sofrer por ser pressionado a fazer alguma coisa que talvez ele não tenha aptidão ou ainda não esteja pronto”, explica Maria Carolina Villas Bôas, professora do Centro de Estudos Educacionais Vera Cruz, com foco na formação de professores do ensino fundamental. O progresso infantil não pode ser previsto com a exatidão de uma equação matemática, pois não evolui de maneira homogênea. Pode ser que a criança demore um pouco mais para dizer as primeiras palavras, mas tenha a coordenação melhor em relação aos colegas da mesma idade. Isso não quer dizer que ela terá um problema na fala. Significa apenas que, por algum motivo, ela precisará de um pouco mais de tempo. O melhor a fazer é deixar de lado a checklist das capacidades que seu filho precisa desenvolver e brincar muito com ele, pois não há forma de estímulo mais poderosa do que o contato.
As crianças só vão se desenvolver a partir do momento em que perceber a necessidade de interagir. Em outras palavras, podemos dizer que é a vontade de se relacionar com outros seres humanos que vai despertar o desejo de se comunicar, se movimentar e expressar o que sente. Para aproveitar ao máximo – e sem exageros – os momentos de interação entre você e o filho, você pode fazer coisas que estimulam o desenvolvimento dele, tudo sem sair da rotina ou precisar gastar uma fortuna com brinquedos. Enquanto isso, vocês fazem o que há de melhor: aprendem e se divertem juntos!

1 - Todo dia, tudo igual: desde que nasce é bom acostumar seu filho a seguir uma rotina: estabelecer a hora do banho, de dormir, de comer. Criança gosta disso porque ajuda a formar uma sequência entre os acontecimentos diários, permitindo que ela possa se organizar. Além disso, a rotina está associada a hábitos saudáveis, que são importantes para o crescimento – como ter oito horas de sono e comer direito.
2 - Arco-Íris:  O bebê começa a perceber as cores por volta dos 3 meses, quando a visão já não está mais tão embaçada. Por isso, nessa idade o ideal é estimulá-lo com cores fortes, que podem estar em brinquedos ou em um móbile no berço. Eles também adoram contraste: pode reparar que não faltam listras em brinquedos infantis. Com cerca de 1 ano e meio, seu filho já começa a perceber a diferença entre uma cor e outra, ainda que não saiba nomeá-las. A partir dos 2, diga: “Vamos brincar com aquela bola azul” ou “Pegue o tomate vermelho para a salada”. Assim, as cores começam a fazer parte do dia a dia.
3 - Livro amigo:  O papel dos pais é fundamental para que as crianças amem ler – e aprendam a fazer dos livros um prazer, não uma obrigação. Já a partir do terceiro mês de vida, você pode usar livros de plástico no banho. A partir do sexto, quando o bebê já consegue levar objetos à boca com as mãos, deixe livros de pano no berço – além de poder mordê-los, ele não conseguirá arrancar as páginas! Em todas as idades, fale da capa, das figuras, deixe que a criança vire as páginas, ou seja, estimule ao máximo que ela interaja com esse companheiro. Com 4 anos, peça para seu filho mostrar as letras do alfabeto que conhece ou ler as palavras que conseguir. Depois de alfabetizado, aposte em histórias com muitas rimas, já que nessa fase ele já tem uma consciência fonética considerável.
4 - Para lembrar A memória é uma forma de armazenamento do conhecimento e deve ser permeada por um contexto. Senão, vira decoreba. Comece ajudando seu filho a memorizar palavras, mostrando o objeto representado. Se vocês estão passeando na rua e cruzam com uma bicicleta, aponte e diga: “Olha, filho, uma bicicleta”. É desse modo que ele vai construindo associações. Desde o primeiro ano, ele já dirá algumas palavras e pode tentar repetir os nomes do que você mostra. Mas é a partir dos 2 anos que a capacidade de conservar informações aumenta.
5 - De improviso Criar personagens e sonhar com mundos fantásticos. Tudo isso é importante para desenvolver a criatividade dos pequenos. Contribui, inclusive, para a resolução de problemas. Para tornar a narrativa ainda mais empolgante, que tal testar a capacidade de improviso de vocês dois? Separe figuras de objetos, paisagens, cores, alimentos e animais – podem ser desenhadas ou recortadas de revistas. Enquanto um narra, o outro seleciona algumas imagens, cujos elementos retratados devem ser incluídos na narrativa. O desafio é ser capaz de encaixá-los de modo que a narrativa continue fazendo sentido. Aos 7 anos, como a criança já está alfabetizada, você pode ajudá-la a registrar as aventuras de vocês em pequenos livrinhos.
6 - Pergunte sempre Ao buscar seu filho na escola, você diz: “Como foi seu dia?” E ele responde: “Legal”. Não era exatamente o que você queria ouvir, certo? Para fugir das respostas genéricas, elabore as questões de maneira que a criança precise expressar o que pensa e justificar sua resposta. Pergunte: “O que você fez de mais legal na escola hoje?”. E ela será obrigada a desenvolver um raciocínio mais elaborado, exigindo que trabalhe habilidades linguísticas e lógicas. Aos 3 anos, já consegue relatar experiências pelas quais passou e dizer se foram boas ou ruins. Aos 4, você pode perguntar por detalhes, descrições e nomes dos colegas que estavam com ela.
imagem daqui
7 - Bendita dúvida “Por que cachorro não come pizza?”, “É verdade que a vovó já foi criança?” Ainda que os questionamentos infantis possam desconcertar – e até constranger – os adultos, eles são essenciais para a compreensão de mundo da criança. Principalmente no que diz respeito ao processo de distinção entre real e imaginário (que ocorre por volta dos 4 anos) e da construção de relações entre os elementos conhecidos. Por isso, os “porquês” são muito bem-vindos no seu processo de desenvolvimento. Ainda que você não saiba responder a tudo o que o seu filho pergunta, mostre que a dúvida dele é pertinente e reconheça quando não souber a resposta.
8 - Feio ou bonito? O senso estético precisa ser desenvolvido aos poucos. Para incentivá-lo, comece separando duas ou três combinações de roupa e peça para a criança escolher entre elas na hora de se vestir. Com 2 anos, ela já pode dizer o que prefere. A partir dos 5, deixe que pegue sozinha o que quer vestir e, mesmo que alguns ajustes sejam necessários, tente manter o conceito que ela criou, preservando, por exemplo, a cor.
9 - “Falta muito?” A partir dos 5 anos, a criança começa a adquirir uma noção mais elaborada da passagem do tempo. Para ajudá-la nesse processo de construção de linearidade, utilize um calendário para marcar datas importantes. Acompanhe com o seu filho quanto falta para cada evento, deixando-o riscar com um giz cada dia que passa. A partir dos 7 anos, a noção temporal pode evoluir para o conceito de hora. Comece a associar o fato de o relógio marcar meio-dia com a hora do almoço, por exemplo, mostrando a posição dos ponteiros.
10 - Brincar, guardar, brincar Enquanto seu filho brinca, insista para que ele se envolva em um jogo por vez, o que contribui para a concentração. Não quer mais jogar boliche? Hora de colocar os pinos na caixa para só depois começar uma brincadeira nova. A partir dos 2 anos, seu filho pode ajudar a guardar o brinquedo que estava usando antes de pegar um novo, assim, ele desenvolve também o senso de organização. O motor do crescimento Conforme seu filho se desenvolve, a consciência do próprio corpo, o equilíbrio e a agilidade aumentam. Para ajudar nesse processo, A ordem é fortalecer a musculatura
11 - Ginástica labial:  É fundamental para o desenvolvimento da fala fortalecer os músculos faciais envolvidos na emissão dos sons. A força que o recém-nascido faz na amamentação, sugando o leite da mãe, já contribui para trabalhar essa área. Se ele precisar de mamadeira, prefira as de bicos ortodônticos. Além de ser mais anatômico e confortável, o furo para a saída de leite é menor. Assim, o bebê é obrigado a aplicar mais força para a sucção, como fazia no peito, o que fortalece os músculos da região facial.
12 - De barriga para baixo:  Seu filho começa a fortalecer o corpo entre o primeiro e o sexto mês. Como o desenvolvimento motor grosso (que envolve as atividades dos grandes músculos, como sentar e andar) se dá no sentido céfalo-caudal (da cabeça para os pés), o primeiro passo é fortalecer a musculatura do pescoço. Já a partir do primeiro mês, deixe seu filho ao menos dois períodos por dia apoiado de barriga para baixo em uma superfície plana e firme. Desse modo, o bebê pode se apoiar com segurança e levantar a cabeça. Aos 6 meses, ele vai começar a se sentar sozinho. Arrume várias almofadas ao redor dele para ajudá-lo a se firmar.
imagem daqui
13 - Menos colo, mais chão!:  É claro que o aconchego é uma delícia e você tem vontade de ficar com seu bebê o mais perto possível a maior parte do tempo. No entanto, permitir que os pequenos se movam livremente é fundamental a partir dos 6 meses. Isso porque, normalmente, as crianças que têm um desenvolvimento motor superior são as que não ficam tanto tempo no colo.
14 - Clap, clap, tum, tum:  Um dos melhores jeitos de desenvolver a coordenação motora é ensinar ritmo ao seu filho. Para isso, basta utilizar as mãos. A partir do sétimo mês, bata palmas com ele ao som das músicas favoritas de vocês, intercalando canções lentas com outras aceleradas, para que ele possa perceber a diferença.Você vai ver que seu bebê conseguirá bater as mãozinhas – ainda que de um jeito meio desengonçado!
15 - Lápis e papel à mão:  A arte é sempre uma importante aliada do desenvolvimento. Perto dos 14 meses, seu filho é capaz de segurar o lápis e fazer traços. A folha representa uma área que a criança não pode ultrapassar enquanto rabisca. Por isso, esse exercício ajuda a desenvolver a noção de espaço. Fique ao lado dele e explique por que não se deve extrapolar a fronteira do papel, mostrando os limites da folha que devem ser respeitados.
16 - Tudo cabe:  A partir dos 7 meses, o bebê começa a segurar objetos e, por volta de 1 ano e meio, já pode começar a fazer encaixes. Além de ser um bom exercício para a coordenação, trabalha também a parte visomotora – ou seja, por meio da visão, a criança tem a noção de qual peça caberá dentro da outra. Para que seu filho se divirta e aprenda com o tira e põe, ele pode brincar com panelas e canecas plásticas enquanto você prepara o almoço. A partir dos 2 anos e meio, também ofereça quebra-cabeças pequenos (cerca de seis peças).
imagem daqui
17 - Degrau por degrau:  Subir escadas é um ótimo exercício para desenvolver a agilidade e a coordenação motora grosseira, além de auxiliar no fortalecimento da musculatura. Com 1 ano de idade, a criança já consegue executar a atividade, mas ainda colocando os dois pés no mesmo degrau, um de cada vez. Com o crescimento, vai ganhando força e equilíbrio até que, perto dos 3 anos, provavelmente subirá colocando um pé em cada degrau alternadamente. Ainda nessa fase é indispensável que ele esteja acompanhado de um adulto nesses momentos, para evitar acidentes.
18 - Poder da massa:  As massinhas auxiliam na coordenação motora fina, pois possibilitam que a criança realize uma série de movimentos elaborados relacionados à pinça (formada na junção do polegar com os outros dedos da mão). A partir dos 2 anos, você já pode ajudá-lo a fazer bolinhas, bonecos, a esticar a massa e apertá-la... Só fique atento para que os menores não confundam a massa com o lanche, pois ela não pode ser engolida.
19 - Pular amarelinha:  A partir dos 2 anos e meio, seu filho já é capaz de dar saltos com os dois pés juntos dentro dos dez quadrados que separam o céu do inferno. Assim, ele trabalha a noção de espaço, ao seguir as linhas traçadas no chão, e o equilíbrio. Por volta dos 4 anos, aprenderá a pular em um pé só. Mesmo antes disso, você pode incentivá-lo a tentar, segurando a sua mão. A partir dos 6, aumente o grau de dificuldade da brincadeira: ele terá de desviar de mais quadrados ou chegar até o outro lado em menos tempo.
imagem daqui
20 - “Eu coloco sozinho!”:  Aos 2 anos, seu filho começa a tentar se vestir sem ajuda, o que é ótimo para desenvolver a coordenação motora fina. Dê uma mãozinha selecionando calças com elástico, camisetas com a gola mais aberta e tênis com fechos de velcro. Com o ato de se vestir, ele também percebe a importância da sequência lógica – precisa, por exemplo, calçar a meia antes do sapato. Com 6 anos, já estará abotoando e desabotoando casacos como um adulto e até conseguirá amarrar os cadarços sem ajuda. Parte do conjunto Ter um lugar na família, ser aluno em uma sala de aula, pertencer a um grupo de amigos. tudo isso ajuda no desenvolvimento social, conservando a individualidade da criança.

Você pode ajudar muito seu filho! Amanhã tem a segunda parte, com mais dicas legais!

Beijos Alê

Fonte: Crescer

2 deixe seu comentário!:

Postar um comentário

Obrigada pelo seu comentário! Volte sempre!